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TEXTOS SELECIONADOS ALTERNATIVA RH |
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ESTRESSE,
A DOENÇA DA MODA: EXISTE SAÍDA? Todo
mundo fala em estresse... Nestes dias de tanta competição
e correria, num cenário de grande e confuso realinhamento no mundo do
trabalho, é difícil achar alguém que nunca tenha vivido uma situação
de estresse... Quantas vezes você já parou
para pensar nisso e acabou chegando à conclusão de que é inevitável...
diante de tudo que se passa à sua volta como não estar estressado? Muitos estudiosos até já
mostraram que uma certa dose de tensão faz até bem ao organismo:
desafia, provoca, oxigena, enfim, ajuda a manter ativos os sinais vitais. Entretanto, há um tipo de
estresse que não pode ser confundido com aquele que acompanha um trabalho
de ritmo intenso ou uma fase de maior demanda profissional. Estou falando das conseqüências
de uma gerência mal conduzida, das crises de relacionamento no ambiente
de trabalho, nas deficiências administrativas, ou seja, estou falando de
um tipo de doença provocada por fatores absolutamente evitáveis e, se
bem diagnosticados, corrigíveis! O que é preciso diferenciar,
então, é a tensão provocada pelas características do trabalho em si
daquelas originadas na deficiência das relações, no desconhecimento de
como se dá o jogo de convivência diário. Costumo dizer, baseada em minha
pesquisa de vários anos, que uma das mais importantes razões para
encontrarmos setores onde um grande número de pessoas está desmotivado,
deprimido, estressado, é uma chefia com dificuldades em administrar
pessoas. Em muitas empresas que tenho
acompanhado percebo que os profissionais são levados aos cargos de gerência
por sua competência técnica na área de atuação ou por alguma relação
pessoal com esferas decisórias. É muito raro encontrar a determinação
de que para ser chefe é preciso muito mais que isso! É preciso entender
de gente! Este conhecimento é
extremamente sério, capaz de produzir o que eu chamo de "prejuízo
invisível", corroendo a produtividade dia a dia... É um custo muito difícil de
calcular, apesar de serem muito visíveis as conseqüências na organização. Imagine quanto se perde com as
medidas e iniciativas previamente desacreditadas, com a falta de respostas
criativas para os problemas comuns, com a necessidade de sobrecarregar a
estrutura organizacional com controles sobre os funcionários, com as
reuniões para discutir e rediscutir os mesmos assuntos... Tenho ouvido algumas pessoas
dizerem que depressão, estresse etc. são doenças de caráter subjetivo.
Melhor dizendo, para elas, estas doenças dependem de cada pessoa, de suas
reações, de sua vida privada. Sua relação com o trabalho dependeria da
decisão de cada um se motivar, em se animar e vestir mais a camisa da
empresa. Muita gente ainda pensa que saúde
psíquica e mental é problema de menor importância. "Ah, isso é só
psicológico..." dizem, como se nós fôssemos divididos em caixinhas
isoladas, como um arquivo. Não! Quando não estamos bem,
psicologicamente, o corpo inteiro sofre as conseqüências: nosso sistema
glandular é absolutamente integrado e as emoções participam de todo
nosso funcionamento orgânico. Ainda assim, é possível pensar
que alguém não esteja bem por problemas particulares, claro! Mas convido você a refletir
comigo: se num escritório a maioria das pessoas reclama de sua situação,
tem problemas de sono, problemas sexuais, parece desanimada, já chega
cansada de manhã, enfim, não apresenta disposição para enfrentar os
desafios, há algo de errado neste ambiente e não nestas pessoas! Portanto, já é hora de
entender que podemos evitar muito de nosso sofrimento e das seqüelas para
nossa saúde! Não bastam lindos "programas de relaxamento" para
os funcionários, ainda que isso também ajude. É possível aprender sobre como lidar com gente! HILDA
MARIA RODRIGUES ALEVATO
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