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TEXTOS SELECIONADOS ALTERNATIVA RH |
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ECONOMIA DE ENERGIA Marco Aurelio Ornellas - Diretor do Instituto Corpo e
Mente De uma forma ideal, o corpo é capaz de permitir o livre
fluir de qualquer sentimento. Esse corpo possui olhos brilhantes,
respira livremente, tem pele macia e um tônus muscular elástico. É
bem proporcionado e os vários segmentos coordenam-se reciprocamente. O
pescoço é flexível e a cabeça se movimenta com facilidade. A pélvis
balança livremente. O corpo inteiro é desenhado eficientemente no que
diz respeito a gravidade; isto é, em uma boa posição ereta, não há
nenhuma luta contra a ação da gravidade. O prazer e o bem-estar são
sentimentos característicos. Uma pessoa com tal corpo é emocionalmente
flexível e seus sentimentos são espontâneos. Quando a energia que está disponível para dar vida e
vitalidade a uma pessoa não flui, a estase resulta em obstrução
(excesso de atividade desordenada), no sistema nervoso central. Essa
obstrução é manifestada como "diálogo interior" na mente.
A musculatura reage retendo ou bloqueando o fluxo. Quanto mais diálogo
interior tivermos, menos input (entrada de energia) externo nosso
mecanismo nervoso estará apto a receber e a atuar sobre ele. Este diálogo
interior é repetitivo, e habitual como em uma fita gravada. Os mesmos
temas, atitudes, problemas e soluções aparecem repetidamente. Um dos mecanismos que produzem diálogo interior são estados
dolorosos, esgotamento e intensa fadiga. Todos nós somos conscientes de
como uma dor de cabeça ou uma dor de dente latejante elimina toda sensação,
exceto ele própria. Em um nível mais sutil, uma dor crônica, não
intensa, tal como uma dor no pescoço ou uma simples dor nas costas,
pode enviar impulsos constantes ao sistema nervoso que ao ocupar espaço
e tempo limita o número de outros eventos (externos e internos) que
podem ser processados. Se uma parte do nosso corpo estiver fora do centro, somos forçados
a despender energia considerável apenas para manter-nos em pé. Em tais
casos, o corpo se realinha de maneira a conservar um equilíbrio
compensado, frequentemente precário. Por exemplo, se o tórax estiver
indo em uma direção, a barriga irá em outra. O eixo ideal para se obter um melhor equilíbrio é aquele
que liga pontos no topo da cabeça, meio da orelha, meio do ombro, meio
da junta do quadril, centro da junta do joelho e centro da junta do
tornozelo. Essa linha também passará através da junção da parte
inferior da espinha e do grande osso triangular apoiada na sua base
(sacro). Quando esses pontos estão alinhados dessa forma, cada segmento
sustenta aqueles que lhes estão acima. Com o corpo em equilíbrio, a
gravidade mantém o corpo assentado e um mínimo de dispêndio de
energia é necessário para assegurar a posição ereta. Se consumirmos quantidades desnecessárias de energia para ficarmos de pé e nos deslocarmos, estaremos esgotando o fornecimento disponível para outras atividades. Quanto mais energia gastarmos para manter-nos de pé, maior o diálogo interno em nossos campos de energia interna projetada. A IMPORTÂNCIA DA RESPIRAÇÃO Respiração é o elo primordial da vida. Entramos no mundo
através de uma primeira respiração, nos despedimos dele com um último
suspiro. O oxigênio é vital para as nossas células, por
conseguinte, para cada parte do corpo. Com uma boa oxigenação, a saúde
como um todo melhora substancialmente, e as emoções fluem mais
espontaneamente. O corpo todo deve respirar. Quanto mais oxigênio mais
luz. Se respirarmos algumas vezes profundamente, poderemos experimentar
alguns sintomas como formigamento das extremidades, enrijecimento
muscular, pânico, choro, etc. Isto ocorre por não estarmos mais
acostumados a uma boa carga de oxigênio no corpo. Conforme o tempo passa,
nós vamos controlando todas as nossas atitudes, reações e emoções, ou
seja, deixando de sermos espontâneos. Controlamos nossa respiração a
fim de "segurar" nossa espontaneidade. A respiração é a energia da vida. Quanto melhor se
respira, melhor se sente, melhor se vive. Condicionamentos sofridos
durante anos diminuíram a capacidade respiratória do homem, a fim de
afastá-lo de sentimentos "indesejáveis" socialmente.
Respirando menos, contudo, não apenas se evita os sentimentos
"negativos" (raiva, medo), mas também os "positivos"
(amor, prazer). Desse bloqueio de sentimentos decorrem tensões nos músculos,
que impedem os movimentos naturais do corpo. A respiração é diretamente ligada às emoções. A cada
emoção corresponde um tipo e ritmo respiratório. Quando uma pessoa está
relaxada, sua respiração é suave, lenta e profunda. Se ela fica
nervosa, ou irada, sua respiração se torna pesada, rápida e curta. Da mesma forma que as emoções agem sobre a respiração, a respiração também age sobre as emoções. Controlando nossa respiração, controlamos também nossas emoções. Por isso quando estamos tensos, nervosos e queremos nos acalmar, respiramos fundo.
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