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TEXTOS SELECIONADOS ALTERNATIVA RH |
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Falar em público não é um dom divino Não
se pode negar que algumas pessoas nasceram com o atributo da eloqüência
eficaz. Em geral são pessoas carismáticas, persuasivas e envolventes.
Mas são casos raros. Se a maioria quiser comunicar-se bem, deverá buscar
subsídios nos treinamentos e dedicar muito esforço pessoal para
administrar os medos, traçar objetivos e estratégias, buscar
conhecimentos e treinamentos que desenvolvem e aprimoram essa arte. Trabalhe
o medo conscientemente É
um engano imaginar que se pode eliminar totalmente o medo. Ele é
fundamental para a sobrevivência, ao evitar a displicência e o
relaxamento em demasia. Mas se ele conseguir impedir as suas ações
durante uma apresentação, preocupe-se. Lembre-se de que não existe medo
de falar em público, mas vários medos interagindo, como o de errar, de
ser o centro das atenções, de ser questionado e outros tantos específicos
de cada comunicador. Identificar as causas e criar um plano de ação
facilita a administração racional do medo, tornando mais eficaz a
comunicação. Administre as tensões e os
medos antes de uma apresentação Prepare-se
mental e fisicamente Não
tenha medo do silêncio Antes
de planejar e organizar uma palestra, aula ou reunião há um estágio que
muitas vezes queremos ignorar. É aquele espaço tão rico, de reflexão e
silêncio que nos possibilita pensamentos mais consistentes e resultados
mais equilibrados. Como vivemos envolvidos por palavras, sons e
movimentos, o silêncio parece insuportável. Falando ou em silêncio, a
comunicação está sempre presente. Silêncio
funciona como um sensível toque de recolher, quando o ser humano tem a
chance de se conhecer realmente. É em silêncio que o homem tem a dimensão
de seu valor e revela sua verdadeira imagem. Aprender
a linguagem do silêncio nos dá as ferramentas para lidar melhor com
nossas emoções e efetivar uma interação mais profunda com a platéia. Não comece uma apresentação sem aquecimento O
que é o aquecimento para quem vai apresentar-se em público? É
fazer pelo menos vinte minutos de exercícios de dicção e articulação,
e de relaxamento para os músculos da face e da região do pescoço. O
aquecimento do comunicador deve ser tanto físico quanto mental. Faça
um acordo com a platéia Quando
essa técnica for pertinente, pergunte aos espectadores o que esperam da
apresentação. No flip chart, anote o que eles querem e não querem
receber. Apresente o seu programa original e diga que, sempre que possível,
vai inserir os pontos levantados. Assim se criará uma cumplicidade com a
platéia, que passará a contribuir para a melhor interação durante a
apresentação. No final, pergunte novamente aos presentes se eles estão
satisfeitos com o que receberam. Assim você demonstra o seu interesse de
democratizar a apresentação, inserindo-os no processo. Mantenha
contato visual com a platéia Essa
é uma maneira de prender o interesse da platéia, além de transmitir
confiança e segurança. É o elo entre apresentador e participante, através
do qual muitos dados e intenções são transmitidos. O contato visual é
um importante canal de identificação da personalidade do profissional. Crie
um clima propício para aprendizagem Para
os profissionais que falam em público, trabalhar o ambiente de atuação
é fundamental para a boa comunicação. Algumas orientações para
melhorar o desempenho: As
teorias modernas destacam a importância da integração no processo de
aprendizagem. Demonstre
que, para você, ensinar é uma paixão, uma missão prazerosa. Se os
participantes perceberem isso, o interesse aumentará e as pessoas se
sentirão à vontade para questioná-lo, porque querem conhecer a sua
resposta. Não
se desvie do assunto. Tudo o que for apresentado deve fazer parte do
universo de seu público. Não
prossiga a apresentação se notar que algo não ficou claro. Isso pode
comprometer a qualidade. Harmonize o conteúdo e a forma da mensagem As
pesquisas demonstram que nas comunicações há uma necessidade
emergencial do equilíbrio entre aquilo que se diz e a maneira de dizer.
Se houver incoerência entre palavras, voz e atitudes corporais, a platéia
tende a confiar mais. no
corpo (expressões faciais, gestos, movimentos) — 55% A
maneira como veiculamos a mensagem à platéia é tão importante quanto o
próprio conteúdo da mesma. Não basta preocupar-se só com as palavras.
É preciso melhorar a forma (a linguagem corporal e vocal) de transmitir
as idéias para uma comunicação equilibrada, fluente e segura. Seja simples e natural Lembre-se
de que sua platéia quer se comunicar com você, por isso ela está ali, e
cabe a você facilitar o processo. A comunicação, quando eficaz, se dá
através de atos simples e naturais, resultados de muito tempo de treino e
observação. Que atos são esses que demonstram simplicidade e
naturalidade? Não há regra para identificá-los. Eles se manifestam
naqueles momentos em que a comunicação flui e a leveza do ambiente é
favorável à troca. A simplicidade e a naturalidade estão presentes
quando identificamos e afastamos os obstáculos que interferem na comunicação. Não se poupe Os
seres humanos, quando se encontram verdadeiramente, têm uma química
irresistível. Em suas apresentações, procure estar presente
integralmente, o tempo todo. Invista nas relações interpessoais, dê o
melhor de si e busque o que o grupo tem de melhor. Chegue para valer.
Energia atrai energia!
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